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Consulta do Viajante

Créditos da foto: tatiluzmani

Em viagem, o viajante contacta com novos ambientes, expondo-se a novos agentes transmissores de doenças, clima e altitudes distintas, que podem por em risco a sua saúde. Estes riscos podem ser minimizados se o viajante agir de forma preventiva, informando-se sobre as precauções a adoptar antes, durante, e mesmo após a viagem.

O que é?

Área vocacionada para a prevenção e tratamento de problemas de saúde em pessoas que se preparam para viajar para destinos exóticos ou que regressaram doentes desses destinos.

A quem se destina?

Caso tenha planos de viajar para lugares mais exóticos em África, América Central e do Sul, assim como para a Ásia, é fundamental que seja visto(a) por um médico especialista, sobretudo se vai estar em meios rurais, florestas ou praias.

Para que serve?

  • ​​Aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem. Estas medidas incluem a vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos que se ingerem, e outros aspectos para que deve estar alerta quando viaja. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre a farmácia que o viajante deve levar consigo;
  • Avaliar as condições de saúde do viajante antes da viagem, nomeadamente grávidas, crianças, idosos, indivíduos com doenças crónicas sob medicação, entre outros;
  • Prestar assistência médica após o regresso, diagnosticar problemas de saúde possivelmente contraídos durante a viagem, e para efectuar o controlo periódico de indivíduos que passam temporadas prolongadas em países ou regiões onde o risco de contrair doenças é elevado;
  • Administrar vacinas, incluindo a da febre amarela, e passar o respectivo certificado internacional.

Créditos da foto: Giro S/A

Quais são as vacinas obrigatórias?

O Regulamento Sanitário Internacional em vigor estipula que a única vacina que poderá ser exigida aos viajantes na travessia das fronteiras é a vacina contra a febre-amarela.

No entanto, alguns países não autorizam a entrada no seu território sem o comprovativo de vacinação contra outras doenças. É o que acontece com a vacina contra a Meningite Meningocócica, imposta pela Arábia Saudita e exigida a todos os que passem a fronteira entre o Sudão e o Egpito, e com a vacina contra a febre tifóide, igualmente obrigatória na passagem de fronteira entre estes dois países africanos.

A vacinação contra a cólera também é exigida em determinados países.

Quais os países que exigem vacina contra a Febre-amarela?

Benim, Burkina Faso, Camarões, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiana Francesa, Libéria, Mali, Mauritânia, Niger, Ruanda, República Centro Africana, República Democrática do Congo, República de Angola, São Tomé e Príncipe e Togo.

Esta vacina não é recomendada para crianças com idade inferior a 9 meses. Pode provocar efeitos secundários, como dor no local da injecção, febre, dores musculares e dores de cabeça, durante 2 ou 3 dias após a sua administração. Está também contra-indicada para pessoas alérgicas às proteínas do ovo e para imunodeprimidos. Tem a validade de dez anos.

Que outras vacinas são aconselhadas?

Depende do destino para onde pretende viajar. É precisamente para o aconselhar e informar que existem as consultas de saúde do viajante. As vacinas mais indicadas, em função do destino, são as que protegem contra as seguintes doenças: cólera, difteria, encefalite japonesa, hepatite A, hepatite B, gripe, poliomielite, raiva, tétano, e febre tifóide.

Onde posso marcar a consulta?

Pode marcar em dezenas de locais espalhados pelo país, basta visitar o site do Sistema Nacional de Saúde (sns.gov.pt) e ver qual o local mais perto de onde reside. Para além disso pode optar também por ir ao privado, basta procurar no google que irão aparecer muitas opções de clínicas.

Créditos da foto: sagemed.co

Medidas de higiene alimentar:

  • Opte por água e bebidas engarrafadas (ou em pacote, ou em lata) e devidamente seladas. Quando isso não for possível, tenha o cuidado de desinfectar e/ou ferver a água para consumo.
  • Prefira alimentos bem cozinhados e, se possível, ainda quentes, evitando alimentos crus, em especial os vegetais, assim como ovos crus ou mal cozinhados.
  • Prefira frutos que possa descascar ou desinfectar antes de consumir.
  • Evite o gelo, excepto se feito com água própria para consumo.
  • Evite adquirir alimentos em vendas ambulantes ou em locais com condições de higiene duvidosas.

Prevenção da picada de insectos:

  • Aplique repelente nas áreas expostas do corpo (braços, pernas, tornozelos, pescoço e face), evitando o contacto com as mucosas ou zonas sensíveis da pele.
  • O repelente deve conter DEET 20-35%, IR3535® ou Icaridina/Bayrepel® 20% na sua constituição.
  • Nas crianças, opte por repelentes com DEET 10% ou Icaridina/Bayrepel® 10%.
  • Em meio tropical, renove a aplicação do repelente de quatro em quatro horas.
  • Se usar protector solar e repelente, deve aplicar primeiro o protector e, de seguida, o repelente.
  • Opte por vestuário de cores claras e de fibras naturais, protegendo o mais possível a superfície do corpo. As calças e o calçado fechado, em conjunto com aplicação de repelente nos tornozelos, são úteis na proteção das pernas e pés, sobretudo em áreas com muita vegetação ou em zonas com pulgas e carraças.
  • Para protecção adicional, regra geral, pode aplicar repelente ou insecticida como permetrina ou deltametrina no vestuário.
  • Na sua acomodação, use ar condicionado, sprays inseticidas ou difusores eléctricos ou serpentinas, e/ou durma sob um mosquiteiro (de preferência impregnado com inseticida como a permetrina ou a deltametrina).
  • Mantenha as portas e janelas fechadas se não estiveram protegidas por rede mosquiteira, sobretudo nos períodos de maior actividade dos insectos.
  • Os mosquitos que transmitem Malária estão mais activos ao amanhecer e ao entardecer.
  • Os mosquitos que transmitem Dengue estão mais activos durante o dia.

Fontes de informação: Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Hospital Lusíadas, Consulta do Viajante

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